segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

MAMIRAUÁ


Mamirauá – Estado do Amazonas.

Já conhecíamos outras regiões da amazônica. Dessa vez, o interesse era conhecer mamirauá, uma unidade de conservação estadual no estado do amazonas é a maior área protegida de floresta de várzea da amazônia.

Em 2003, mamirauá recebeu o prêmio de melhor destino de ecoturismo do planeta pela revista americana conde nast traveler. Também recebeu da revista americana smithsonian o prêmio de turismo sustentável na categoria conservação.

Antes de contar sobre a nossa viagem, é importante salietar algumas informações sobre a amazônia:

1- existem três tipos de florestas na amazônia: igapó (esta sempre inundada), várzea (floresta ao longo dos rios que inunda no período das cheias) e terra firme (floresta de terras altas que nunca sofre inundações).

2- a região amazônica possui dois períodos climáticos: o período de cheia (de março a agosto), no qual grande parte da floresta fica alagada, fazendo com que os passeios sejam de barco ou canoa, e o período da seca, que tem os picos entre setembro e outubro. Neste período, alguns passeios podem ser feitos a pé.

3- as únicas cidades da amazônia servidas por rodovias são: belém (pará), porto velho (rondônia) e rio branco (acre). Partindo de manaus (amazonas) ou macapá (amapá), o acesso se faz somente de barco ou avião.

Nossa partida foi em manaus. As duas únicas opções eram viajar de barco ou de avião. Pegamos o voo da empresa trip para tefé (cidade mais próxima de mamirauá), com duração de mais ou menos 1h50min. Nossa reserva de hospedagem era na pousada uacari, nome de um macaco que somente se encontra nesta região.

No porto de tefé, um barco da pousada ficou a nossa espera. Em uma hora e meia, rio acima, estávamos em mamirauá, precisamente na confluência dos rios solimões e japurá.

Chegamos na charmosa pousada flutuante uacari, que possui dez suí­tes bem confortáveis de 25m². Cada uma com sua varanda, com vista para a floresta e rodeada de animais como o jacaré açú, muitos peixes, aves e macacos.



Nossas atividades nos quatro dias na pousada foram:

Palestras: participamos de algumas palestras para entender a região e conhecer a fauna e flora local. Conhecemos também um pouco sobre o trabalho do instituto de desenvolvimento sustentável mamirauá, que coordena a pousada e o trabalho de manejo sustentável de toda a reserva.

Visita às comunidades ribeirinhas: visitamos uma comunidade ribeirinha, onde pudemos vivenciar o seu modo de vida. Participamos da festa que a comunidade fez para homenagear o dia das mães. Almoçamos na casa de uma família da comunidade e conhecemos o centro de artesanato. Foi uma experiência maravilhosa passar o dia numa comunidade ribeirinha da amazônia.

Trilhas pela floresta em canoas: estávamos no período de cheia, no qual a floresta fica alagada. Fizemos várias incursões de canoas, em diversos horários. À noite, observamos cobras, aranhas, insetos em geral e espécies raras de anfíbios. Durante o dia, víamos outros animais. É indescritível navegar de canoa de forma bem silenciosa no interior de uma floresta. Só assim é possível avistar animais como o famoso macaco uacari branco, que somente se encontra em mamirauá e outros macacos, como o guariba e o macaco-de-cheiro. Também observamos muitas aves e peixes, como o pirarucu, o poraquê (conhecido como peixe elétrico), além de preguiças. Nosso guia ainda procurou por onças pintadas que, nesse período, são vistas nas árvores a espreita de macacos. Mas não tivemos sucesso em avistá-las.

Visita aos centros de pesquisa: visitamos alguns centros de pesquisas, localizados em instalações flutuantes. Conversamos com pesquisadores do instituto nacional de pesquisas amazônicas (inpa), do centro de pesquisa do boto cor-de-rosa e de peixes ornamentais. Uma curiosidade é que, a 400 km de manaus pelo rio negro, se encontra a cidade ribeirinha de barcelos, conhecida como a capital do peixe ornamental.

Visita aos lagos da reserva mamirauá: ideal para avistar animais. Devido a grande concentração de aves e peixes, os predadores naturais, como o boto cor- de- rosa e o jacaré-açu são abundantes nesses lagos. Foi um cenário espetacular principalmente para fotos de pôr-do-sol e de animais.

A volta para manaus foi de barco, partindo de tefé. Foram quase dois dias de viagem, mas vale a pena.

A observação da fauna e flora na região amazônica é possível basicamente durante o ano todo. Mas cada período tem sua característica.

No período da seca, os peixes ficam mais concentrados devido ao menor volume de água. Com isso, atraem os seus predadores, como o boto, jacaré e aves. Neste período, as trilhas podem ser percorridas a pé.

No período da cheia, as trilhas são percorridas em uma canoa com capacidade apenas para dois visitantes e um guia. A visualização de insetos, pequenos répteis e macacos se torna mais fácil porque a canoa navega mais perto das copas da arvores.


Dicas

1- as estações na amazônia se resumem em inverno, que vai de dezembro a março (não significa frio), apenas o periodo que chove mais e o nível da água se eleva. E verão, que vai de julho a novembro, quando chove menos.
As temperaturas em média variam de 30° c e 32° c. E a umidade relativa do ar fica entre 80% e 90%.

2-sempre esteja acompanhado, preferencialmente, por um guia credenciado local em todas as trilhas e passeios.

3- pense duas vezes antes de levar os filhos pequenos.

4- leve chapéu de aba, protetor solar, capa de chuva, protetor de chuva para mochilas e câmeras fotográficas, perneira contra picada de animais peçonhentos, calças e camisas de manga comprida, protetores impermeáveis para celular e documentos.

5- se informe antes, no site do ministério da saúde, sobre vacinação, a de febre amarela. É importante fazer pelo menos 10 dias antes do embarque.

6- leve um mini kit de primeiros socorros (antitérmicos, ati-inflamatórios, gazes, esparadrapos, ataduras).

7- leve binóculo para observação de animais e lanternas para incursões noturnas.

8- carregue um cantil de água